segunda-feira, 28 de julho de 2008

O dia em que o MSN não entrou

Os amigos não mais se falavam, as famílias se separaram, as empresas deixaram de funcionar... Sim, o Apocalipse, o Ragnarok, a Xivi que veio comer a Lua e o Sol. Podia muito bem ser o bug do milênio retratado em um filme dramático, ou simplesmente um dia normal no qual as pessoas não conseguiram entrar em uma simples ferramenta da internet.
A dificuldade em acessar o MSN foi tanta e tamanha que até a Folha de São Paulo escreveu uma materia. E o dia ficou conhecido como: "O dia em que o MSN não entrou".

Do MSN para as ruas do Recife. Fiquei sabendo que um morador de rua passou no concurso do Banco do Brasil, logo pensei que se tratava ou de um engano ou de uma falha no processo de avaliação, mas tenho que admitir que estou envergonhado de ter pensado isso. Seu nome é Ubirajara. E sua história me tocou e inspirou bastante, veja uma reportagem que passou no Jornal Nacional, clique aqui. Não era um mendigo qualquer, ele lia... e muito. Mesmo não tendo dinheiro para se alimentar direito, ele lia sobre ouro, commodity e taxa Selic, assuntos que a maioria das pessoas, mesmo em universidades, não tem conhecimento ou, simplesmente, não ligam.
Uma coisa eu tenho certeza, se ele com tão pouco pode chegar a passar em um concurso público muito concorrido, imagine se ele tivesse tido um ambiente favorável. Nós que temos bem mais não deveriamos disperdiçar essa oportunidade que no Brasil é tão rara.

Falando em economia, falemos da economia americana. O declínio do império americano está cada vez mais evidente. Esse ano a Toyota superou a General Motors em número de carros vendidos nos Estados Unidos, a Anheuser-Busch, que produz a cerveja Budweiser, está em vias de ser comprada pela belgo-brasileira InBev. O FED está quebrando uma regra clássica do capitalismo ao querer salvar bancos de investimentos privados, pois não se deve salvar investidores privados com dinheiro público, isso dá margem para o aumento da irresponsabilidade e incentiva novos artifícios econômicos, como o próprio sub-prime que desencadeou uma bolha especulatória e a crise no mercado imobiliário americano, para que esses tais investidores obtenham mais e mais lucros à custa dos contribuentes.

A imagem desse post fica por conta dos dois maiores símbolos dos Estadus Unidos: Homer e a cerveja Budweiser. Só falta os Simpsons serem comprados por uma empresa estrangeira, aí poderei dizer que os Estados Unidos da Ámerica se rendeu ao capitalismo...

E eu me despeço ao som de End of the World as We Know It da banda americana R.E.M., como o refrão da música diz: "It's the end of the world as we know it as we know it and I fell fine!".

domingo, 13 de julho de 2008

Dantas e o Coringa

Esses dias a Unicamp se encontra vazia, todos saíram de férias, voltaram para suas respectivas casas, porém eu não. E, por esse motivo, encontro-me sozinho em Campinas.
Assistir televisão passou de distração para obrigação. Uma ótima forma de se matar o tempo, literalmente. Apesar de ter televisão a cabo, os canais se tornam insuficientes para a quantidade de tempo disperdiçada diante daquela caixa que agora está mais para quadro.
Sim, a quantidade de canais! Nunca estamos satisfeitos, dizem uns, são pouca as variedades, dizem outros, mas esse não é o único problema. O preço por canal é o maior em toda a américa latina e a porcentagem de lares com essa comodidade é de apenas 8% (54% na Argentina e 86% nos Estados Unidos). E o que impede uma abrangência maior da televisão por assinatura? A legislação brasileira, deixe-me ser mais específico, as Organizações Globo. Elas detêm o monopólio, ou quase (78%), do mercado e possuem uma força política de derrubar presidentes. Resumindo, além da Globo possuir péssimos programas (Fauto Silva que o diga) ainda me impede de ver outros melhores.

Daniel Dantas, um nome bastante conhecido dos cidadãos brasileiro, foi preso duas vezes e liberado duas vezes em poucos dias. Daniel Dantas é o fundador do Banco Opportunity, alvo de várias investigações de lavagem de dinheiro, envolvimento no mensalão, uso de informações privilegiadas, entre outras. Aparentemente ele é um dos intocáveis nessas terras tupiniquins. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, concedeu os dois habeas corpus e considera desnecessária a prisão do nosso querido Daniel Dantas, mesmo em posse das inúmeras provas que a polícia federal juntou. Eu cheguei a acreditar, com as prisões dos donos do Opportunity e do bando do ex-prefeito Celso Pitta, que existia justiça nesse Brasil... Quantas vezes eu ainda vou me iludir!?

Falando de coisas boas agora, vamos para o cinema. Em Batman - O cavaleiro das trevas, não se fala em outra coisa se não na sádica e psicopata atuação de Heath Ledger como Coringa. Tenho que admitir que o Coringa nunca foi o meu vilão favorito, mas dessa vez eu estou bastante empolgado para ver o resultado desse filme, que, infelizmente, levou à morte desse ator (morreu de overdose de remédios que disse tomar devido ao cansaço que o personagem estava lhe trazendo). O filme estréia mundialmente dia 18 de julho. Preparem seus bat-móveis, pois esse vale conferir no cinema.

A imagem desse post fica como homenagem ao falecido Heath Ledger em sua atuação como Coringa, reparem o visual dark incorporado pelo ator em contraposto ao sorridente Coringa do Jack Nicholson .

E eu me despeço ao som, não de uma música, mas de um poema de José de Almada Negreiros, que pode não ter sido referenciado ao nosso Dantas, mas que servirá ao meu propósito: O Manifesto Anti-Dantas, clique aqui.

domingo, 29 de junho de 2008

La furia roja y cortos


Hoje, domingo, assisti a mais uma excelente partida da Eurocopa, partida essa que consagrou o time de Luis Aragonés, Espanha, bicampeã, merecidamente. Os jogos da Eurocopa foram de uma empolgação e nível técnico surpreendente e a jovem seleção espanhola se mostrou com muita personalidade, toque de bola rápido e envolvente fazendo belas jogadas e belos gols. A vitória sobre a frieza e a tática alemã mostrou que se pode jogar bonito e ganhar. Uma coisa interessante na Eurocopa era que muitas seleções tinham ao menos um jogador brasileiro (Espanha, Portugal, Alemanha...) e um desses jogadores é Marcos Senna da Espanha que foi crucial na conquista do título e está sendo apontado como um dos fortes candidatos a melhor jogador da Eurocopa.

Mas agora sim eu posso chegar ao meu ponto, o Brasil é um grande exportador de talentos no futebol, mas, como na agricultura, ele exporta apenas commodities e não produtos com valor agregado. Os campeonato ingleses, espanhóis e italianos são os campeonatos mais vistos no mundo e a maior parte dos times possuem ao menos um jogador brasileiro. E o campeonato brasileiro? Como somos o país do futebol ele é para ser visto no mundo inteiro, certo? Errado. Desconheço algum país que veja o nosso campeonato. O que deveriamos fazer, assim como na agricultura e em todos os produtos que exportamos, é agregar valor. Deixar os talentos brasileiros no Brasil e exportar a transmissão do campeonato brasileiro, a camisa dos nossos times e assim por diante.

Já que estou falando do Brasil, tenho que mostrar minha indignação com a "Lei Seca" adotado pelo país. Por quê? Por que eu quero beber e dirigir? Não, mas pelo simples fato de ser uma das leis mais rígidas no mundo contra dirigir alcoolizado. Qual o problema? O Brasil não é uma Suécia, uma Austrália, Inglaterra ou países socialmente desenvolvidos onde existe um transporte público que funciona e não há perigo andar de ônibus de madrugada. O Brasil não é um país onde as coisas funcionam como deveriam funcionar, resultado dessa lei: ou vai faltar cadeia para tanto brasileiro ou não teremos uma rígidez na execução dessa lei, o que a tornaria, como muitas outras, uma lei só no papel.

Let's talk about movies, ou melhor, curtas. Um dia estava lendo o blog Afinidades Eletivas, de meu querido amigo Ilo Aguiar, que se encontra em Portugal estudando jornalismo, e nele encontrei um curta musical que gostei bastante: 7:35 de la manãna. Aceito sugestões de curtas legais.

A imagem desse post fica por conta de dois deliciosos bombons de licor de cereja, meu favorito, que segundo os meios de comunicação é o suficiente para você perder quase mil reais e um ano apenas dirigindo bicicleta e carrinho bate-bate (começo a achar que essa medida é para acabar com os engarrafamentos nas cidades do país).

Hoy yo me despido al sonido de Iresponsable de los Babasónicos, una banda argentina que me gusto mucho.

domingo, 15 de junho de 2008

O Brasil são outros 500...

Hoje, como todo dia, acordo. Depois desse ato, muitas vezes desafiador, fui pegar minha Carta Capital para ler e qual não foi minha surpresa quando vejo uma bela capa vermelha e prateada com um grande 500 em sua capa. Sim, era a qüingentésima edição dessa comprometida revista. Mino Carta, um dos fundadores, conta a história da revista e a sua proposta nas primeiras páginas. Sua primeira edição, mensal na época, foi às bancas em Agosto de 1994 e tinha como foco principal o business, mundado posteriormente para vir a ser uma revista de política, economia e cultura. Vale ressaltar que o Carta do nome da revista vem da Carta Editorial e a Capital vem de principal, essêncial, decisivo, fundamental.
O interessante foi encontrar na revista não matérias sobre diversos assuntos, mas sim quase que um debate sobre diversos assuntos pertinentes como por exemplo: Capitalismo, civilização, geopolítica, terrorismo, Obama e , como não podia deixar de ser, futebol. Um colunista entrevistado sobre cada tema com uma minuciosa e deliciosa dissecação do mesmo. A Carta Capital é uma das poucas revistas brasileiras que não apenas noticiam, mas informam, e, mais importante, que considero comprometida com a verdade. Vale a pena conferir, a recomendação está dada.


De revistas para o seu principal rival: A internet. "Surfando" pela internet caio em um site um tanto quanto curioso que contém a Declaração de Independência do Ciberespaço. Escrito em 1996 por um fazendeiro americano aposentado, também lírico do Grateful Dead e co-fundador da Electronic Frontier Foundation, John Perry Barlow. O texto é comovente e onde John retrata uma utópica anarquia instaurada no ciberespaço. Senti um arrepio ao ler tal texto, não um arrepio de medo... Não... Muito longe disso, um arrepeio de uma possível forma de liberdade. Infelizmente esse meu arrepio de esperança vem se tornando de medo. A internet é nossa última esperança de liberdade e de democratização, mas governos como o Irã e a China vetam a possibilidade de tais oportunidades e o capitalismo começa a invadir um espaço que antes era gratuito e de todos, sem exclusão econômica. Realmente uma pena, mas a guerra ainda não foi perdida, a Google, por exemplo, vem com propostas inovadoras que ainda mantém nossas esperanças.

Esperança é um sentimento que muitos deficientes físicos estão sentindo desdo dia 29 de Maio, quando o STF liberou a pesquisa com uso de células-tronco embrionárias. Essa decisão foi muito comemorada, não só por deficientes físicos, como pela comunidade científica brasileira que vê nessa área uma boa possibilidade de competir tecnologicamente com os países desenvolvidos.

A imagem desse post é uma homenagem a vitória da liberação das células-tronco embrionárias para uso em pesquisas. Não posso dizer onde começa ou onde termina exatamente a vida, mas detesto a idéia de não poder curar pessoas ou pelo menos melhorar a vida de pessoas que sofrem todos os dias por um acidente que ocorreu ou por uma deficiência de nascença. Gostaria de dedicar esse post a todos meus amigos que mesmo tendo deficiências físicas ou mentais, com certeza essa deficiência é suprida pela coragem, vontade, determinação e inteligência dessas pessoas, em especial dedico a dois amigos que convivi muito e que contribuiram muito para a pessoa que sou hoje, seja na felicidade ou na tristeza. Eu tenho que dizer: "Admiro muito vocês e prezo muito pela amizade de vocês Vinícius Augusto e Alexandre Keiji, vocês são os caras!"

E eu me despeço ao som da música Piano Bar dos Engenheiros do Hawaii por causa do show deles que acontecerá sexta-feira aqui perto de Campinas em Jaguariúna. Esse video foi gravado em um show em Sobral e escolhi esse video para poder homenagear minha amiga Yanna Braga, que infelizmente habita essa inóspita região do globo.

Para quem tenha mais interesse sobre o ciberespaço e sua liberdade, recomendo a seguinte matéria, clique aqui.

PS: Desculpem os links em inglês, mas tive dificuldade em achar tais links em português.


domingo, 1 de junho de 2008

Nostalgia e Uísque

Sexta-feira, fui ao cinema assistir à tão esperada seqüência do arqueólogo mais famoso do mundo. O filme não deixa a desejar, ele possui todos os elementos que um Indiana Jones precisa ter, o que não o torna um filme espetacular e, sim, um filme divertido de ser assistido.
Nos últimos anos estamos sofrendo uma grave nostalgia (ou falta de criatividade hollywoodiana, como eu prefiro chamar). Em pouco tempo tivemos lançados: Rambo IV, Rocky Balboa, Indiana Jones IV, Homem de Ferro, Speed Racer, Transfomers... Seqüências de filmes que fizeram sucesso a quase 20 anos atrás ou filmes baseados em desenhos ou revistas em quadrinhos da mesma época ou até mais velhas.

Com certeza 2008 é o ano da nostalgia no cinema, para o delírio de uns e desespero de outros.

Falando em cinema, vamos ao filme nacional Linha de Passe, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas e que rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes à estreante no cinemaSandra Corveloni, que interpreta a mãe de 4 filhos que vivem na periferia de São Paulo. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ver esse filme e dar minha opnião sobre ele.


Esse era o início do meu post da semana passada, antes de saber que teria fazer uma operação no maxilar. Agora, já depois do sucesso da operação e recuperando-me, não seria anormal mudar um pouco do assunto e falar um pouco sobre essa operação e a minha pessoa.

Todo mundo que conhece minha vida sabe que eu não sou uma pessoa de desistir tão facilmente. Quando eu era mais jovem, eu tive uma má formação óssea na perna direita, logo abaixo do joelho, o que me acarretou algumas fraturas nessa região. Os médicos resolveram operar e fazer um encherto ósseo, retirada de células ósseas da bacia para se preencher um determiando local com osso, e falaram que não deveria mais jogar futebol.

Besteira, semanas depois da cirurgia lá estava eu jogando meu futebol que gostava tanto. Terceiro ano no colégio, começo a treinar taekwondo e a malhar. Tudo ia bem até ter um sério problema na coluna, talvez devido aos chutes pulando ou exercícios feitos de maneira errónea. Larguei todos os esportes e fui fazer RPG, fisioterapia e todas essas coisas.

Meus pais falaram para eu parar de fazer esportes que exigiam muito da coluna. Mas, acho, que sou apenas um teimoso inconseqüente. Recuperado, fiz tênis, esgrima, joguei futebol, treinei mais taekwondo e depois comecei o kung fu, artes marciais são minha verdadeira paixão.
Dois anos e meio treinando, sem grandes problemas com a minha coluna, provando a todos que eu não estava inválido, e esse acidente ocorreu. Fratura na mandíbula em dois lugares diferentes. Passaram diversos pensamentos pela minha cabeça, mas o mais recorrente era: "Tenho que voltar a treinar e dessa vez eu tenho que treinar mais para não tomar mais chutes que nem esse".

Não foi o medo, a raiva ou a angústia que tomaram conta de mim durante esses dias e, sim, a vontade de voltar para fazer melhor do que tinha feito. Esse é meu jeito, gosto de me superar, de superar expectativas e de fazer o melhor que eu puder. Meu verdadeiro medo não é fracassar, é fracassar sem ter feito o meu melhor.

Não queria escrever post sobre a minha pessoal, mas senti-me na obrigação de mandar essa mensagem. Resumindo: "Keep Walking, Johnnie Walker". Que por um acaso possui propagangas interessantíssimas, como essa.

A imagem desse post é o retrato de Friedrich Nietzsche por Edvard Munch Poster. Nietzsche com certeza foi um dos filósofos que mais me influenciou na vida, principalmente com sua célebre frase: "Tudo que não me mata, me fortalece". Pessoas interessadas em se aprofundar mais nesse "filósofo do futuro", recomendo Para Além do Bem e do Mal e Assim Falou Zaratustra.

E eu me despeço ao som de uma música mais sombria do, também alemão, Richard Wagner e a sua ópera Crepúsculo dos Deuses. Em homenagem ao músico preferido do Nietzsche.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Desculpas


Peço desculpas pelo atraso na publicação desse post, mas infelizmente eu tive um grave acidente treinando kung fu e terei que fazer uma cirurgia no maxilar.
A foto acima é apenas uma dramatização, mas o chute foi parecido só que na madíbula.
Isso é tudo por enquanto, devo postar após a cirurgia sobre como foi.
Agradeço a todos que lêem meu blog pelo apoio e logo estarei de volta escrevendo.
"Boa noite e boa sorte."

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Anti-Ufanismo e Meio Ambiente


Outro dia recebi um e-mail, daqueles com apresentações em Power Point, sobre o Brasil falando algo que não saiu da minha cabeça nesses últimos dias. Por que o brasileiro é anti-ufanista?
Diogo Mainardi é a nossa mais clara expressão desse sentimento, autor do livro Contra o Brasil, ele é um ferrenho desconstrutor nacional. Mas o por que desse sentimento auto-depreciativo?
Nélson Rodrigues dizia: "O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: — não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima."

O sentimento de nacionalismo nasce pela necessidade de uma união nacional em casos extremos.
Como exemplo posso citar o reeguimento da Alemanha, após a primeira guerra mundial e a segunda, e do Japão, após a segunda guerra mundial, países que nunca tiveram em sua história uma união centralizada, vale lembrar que a Alemanha foi um dos últimos países da Europa a se unificarem. Nós nunca tivemos uma Guerra da Secessão ou uma bomba de atômica para nos unir. "O que não mata fortalece.", como disse grande filósofo Friedrich Nietzsche. O que nos faltou foi a dificuldade nacional, não só dos pobres como dos ricos também, nossa liberdade não foi conquistada, foi comprada. Nunca tivemos uma revolução ou revolta de abrangência nacional.

Mas isso não quer dizer que sejamos pior, muito pelo contrário, somos um dos poucos países que possuem recursos naturais e enorme potencial de crescimento. Os italianos se gabam de suas deliciosas pizzas, mas as melhores pizzas do mundo estão em São Paulo. Os americanos dizem que os irmãos Wrights inventarão avião, mas a primeira vez que um homem vôo em um avião foi em Paris pelo nosso Santos Dumont e a Embraer está entre as 4 maiores empresas de aviões do mundo. Acha pouco? O Brasil é um dos poucos países que chegou a auto-suficiência de petróleo e a Petrobrás é a única empresa do mundo a possuir a tecnologia de produção de petróleo em águas profundas.

O Brasil, definitivamente, podia ser muito melhor, mas isso não é motivo para desmerecer tudo que temos de bom. "Vamos mudar o Brasil e não mudar do Brasil", copiando o logo da cidade de Campinas, que vivia num momento de muita violência e melhorou bastante.

Para o Brasil ter um crescimento sustentável precisa cuidar de seus recursos naturais, principalmente do meio ambiente e esse sofreu uma séria baixa na última semana. A ministra do meio ambiente Marina Silva, apontada pela imprensa internacional como uma das 50 pessoas capazes de salvar o planeta, anuncia sua renúncia e deixa os ambientalistas do mundo preocupado com o futuro da Amazônia. Muitos comemoram com sua saída da Esplanada, principalmente latifundiários e empresários que têm seus lucros reduzidos com o crescimento sustentável.

Lamentável essa perda, mas o crescimento sustentável não é uma opção para o Brasil é uma obrigação, não conseguiremos manter um crescimento acelerado como o nosso se não cuidarmos do meio ambiente, poluição e da população pobre.

A imagem desse post é um 14 Bis formado por 14 Bis de chocolate, um ótimo trocadilho e uma deliciosa referência ao avião em que Santos Dumont fez seu primeiro vôo. Imagem retirada do site ocaqui.com.br.

E eu me despeço ao som de Funk como Le Gusta, banda paulistana que toca uma deliciosa mistura de groove, funk, soul brasileiro e música dos anos 70, para ouvia a música Nervosa cliquem aqui.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Simpsons e a China

Bart tinha assinado um contrato que o alistaria no exército americano assim que completasse 18 anos, horrorizada com isso Margie vira para o Homer e pede para ele fazer alguma coisa e Homer suas sábias palavras disse:

"Grande coisa, quando Bart fizer 18 anos nós dominaremos o mundo... Somos chineses, né?"

Se mesmo o Homer dos Simpsons diz isso, significa que os americanos estão conscientes que gigante chinês está acordando.

O dragão chinês finalmente resolveu se levantar e ultrapassar a Grande Muralha da China para conquistar o mundo. Posso estar sendo um pouco exagerado, mas não tanto quanto pareço.
Nunca se falou tanto da China (nem quando mandavamos todo mundo ir para lá) e a Olimpíada de Beijing veio em boa hora para eles fazendo um marketing mundial, o que eles querem é se mostrar para o mundo, mas escondendo coisas que não querem que o ocidente saiba ou veja.
A ambição chinesa fica evidente mesmo apartir da tocha olímpica, pois querem levá-la até o topo do mundo, o Everest, e isso é apenas a tocha. Vale lembrar que o Everest fica em parte em território tibetano e a pequena província está em uma árdua disputa contra o gigante asiático, Davi contra Golias? Talvez, mas acho que o Davi está meio sem mira ultimamente!

Indo agora para o cinema chinês, vemos uma expressiva melhora nos últimos anos. O cinema deixou de ser apenas palco de pancadaria e virou uma verdadeira obra de arte, como no caso de Herói (Yingxiong no original), onde o diretor Yimou Zhang realizou uma verdadeira obra de arte e aturdi a plateia com cenas literamente lindas. Mesmo além das grande super-produções chinesas como: Tigre e Dragão (Wo Hu Cang Long), Clã das Adagas Voadoras (Shi Mian Mai Fu), A Maldição da Flor Dourada (Man Cheng Jin Huang Jin Jia), entre outros, temos um cinema chinês independente mostrando seu potencial com No Amor Nós Acreditamos In Love We Trust (Zuo You), por exemplo, que rendeu o Globo de Prata de melhor roteiro ao diretor Wang Xiaoshuai.

Falando em arte, a arte chinesa nunca esteve tão bem. Virou pop a arte contemporânea deles.
“Os pintores chineses estão entre os melhores do mundo, assim como os escultores. Eles têm muita sensibilidade na hora de lidar com os materiais”, afirma Alfons Hug, curador da Bienal da Arte de 2002 e 2004. O mercado tem recebido muito bem com recordes em leilões. Para algumas imagens e mais dados sobre os leilões, clique aqui.

A China com certeza tem o potencial de disputar com os Estados Unidos pelo lugar de destaque no mundo, resta saber se eles saberão ter um crescimento sustentável e proporcional uma melhoria de vida a todos os chineses.

A imagem desse post fica por conta de uma charge que usa o símbolo das Olimpíadas de Beijing para denunciar a violência dos chineses com o Tibete. Achei essa imagem nesse blog, onde você pode conferir a seqüência inteira da charge.

E eu me despeço ao som de The Hardest Button To Button em homenagem a aparição dos Whites Stripes nos Simpsons, infelizmente o video foi retirado do Youtube e de todos os lugares em que procurei, por motivos que desconheço, mas para conferir vocês pode ver no episódio "Jazzy and The Pussycats".

PS: Para quem gostaria de conferir o episódio dos Simpsons citado a cima por mim, é so ver o episódio G.I. (Annoyed Grunt) onde tem uma ótima cena do exército recrutando na escola do Bart.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Teletelas e Itaipu

O grande reality show, o show da vida, essa seria a propaganda de mais um desses reality shows que invadiram as telas de nossas TVs, mas a proposta vem do filme The Truman Show (O Show de Truman) que consegue a mistura perfeita de utopia e realidade, o show mais real que a realidade. Jim Carrey interpreta muito bem o papel do vendedor de seguros Truman Burbank, que vive na bela e calma Seaheaven. Sua utopia acaba quando ele começa a desconfiar que sua vida foi um mero programa de TV. O filme nos faz refletir sobre a vontade das pessoas de ver e viver a vida alheia, os reality shows nos mostram isso, mas, como o caso do BBB (Big Brother Brasil) refletem apenas as idiotices que queremos. Poucos "apreciadores" do BBB sabem da onde surgiu o nome de seu programa favorito, mas, acreditem se quiser, o nome se refere ao Big Brother da novela escrita por George Orwell, 1984. Essa novela se passa em um estado dominado pelo totalitarismo, referenciando ao stalinismo, onde o Estado onipresente se incorpora na figura do Big Brother que, devido aos objetos denominados Teletelas, tudo via e tudo ouvia, por esse motivo o nome dado ao reality show.

Das telas para o rei das telas italianas, sim, ele mesmo, Silvio Berlusconi. O mega-empreendedor, agora primeiro-ministro novamente, o que me leva a começar a duvidar na capacidade cognitiva dos italianos, dono do A.C. Milan, da Fininvest e de quase todos os meios de midia italianos, foi acusado de fraudes, contatos com o crime organizado italiano, entre outros. A antiga Roma viu momentos mais gloriosos, se Carlos Magno visse tal heresia.

Seguindo ao sul rumo ao Paraguai, temos um presidente eleito propondo um embate com o Brasil pela Itaipu, o ex-bispo Fernando Lugo foi eleito presidente paraguaio recentemente. Sua proposta de protecionismo, pretende renegociar os acordos entre Brasil e Paraguai. Por um lado uma necessidade de crescimento e melhoria de vida do Paraguai e por outro um Brasil necessitando de energia para manter o crescimento e acordos assinados por 50 anos, acabando em 2023, relativos ao empreendimento. Humanismo ou capitalismo? Cada vez mais me vejo no meio dessa feroz batalha.

A imagem desse post fica por conta do nosso Big Brother real, presidente Bush. A imagem serve como uma luva, visto que o Big Brother manipulava o povo pelo medo de um inimigo irreal, algo familiar com o eixo do mal? E suprimindo a privacidade do povo. Quem souber de onde foi retirada essa imagem me avise, pois infelizmente procurei e nada.

E eu me despeço ao som do lúbrico, libidinoso transeunte
Chico Buarque de Hollanda cantando sua utopia em Outros sonhos, clique aqui para ouvir.

PS: Peço desculpas pelo texto desse post, visto que deve estar um pouco confuso ou complicado, mas foi devido ao fato de estar sem acentos. E, acreditem, foi um tanto penoso escrever um post desse tamanho tentando ser sucinto e entreter ao mesmo tempo sem poder usar acentos.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pingüins e arte


Ultimamente tenho percebido um grande interesse do mundo cinematográfico em pingüins, temos La Marche du Emperor (A Marcha dos Pingüins), Happy Feet (Detalhe no comentário no Youtube, tem um tonto americano dizendo: "happy feet + spanish = wrong") e, ainda, Surf's Up (Tá Dando Onda). Mas o porquê dessa pandemia aviária? Eles são carismáticos, fofos e... VOAM. Sim, sim, não estou enganado, a CNN fez uma reportagem sobre uma espécie, até então desconhecida, de pingüins que voam. Muitos se realizarão ao ver os pingüins voando, outros abrirão a temporada de caça aos pingüins. Independente de sua reação, veja o vídeo da reportagem clicando aqui.

Talvez poucas pessoas conheçam Jean Nouvel, mas ele é um renomado arquiteto francês que recebeu o Pritzker Prize 2008 e, acreditem ou não, foi escalado para fazer o Museu Guggenheim no Rio de Janeiro, seria o segundo fora dos Estados Unidos. Seria um verdadeiro presente para embelezar ainda mais a cidade maravilhosa, seria... Mas não foi. Para os que não conhecem o estilo desse arquiteto, ele possue um estilo único e cada obra sua é diferente da outra. Uma de suas mais famosas obras é a Torre Agbar que rasga o céu de Barcelona com suas luzes psicodélicas. O formato da torre eu prefiro não comentar, mas você pode achar algumas montagens procurando no google imagens por Agbar.

A imagem desse post fica por conta do nosso amigo Tux em sua versão Wolverine, nada mais justo, já que falamos de pingüins, falar dele que está tirando o sono da Microsoft. Caso tenha gostado do Tux fantasiado, procure no google imagens por Tux, você verá que existe até Tux do Zodíaco.

E eu me despeço ao som de Thriller
em homenagem aos 25 anos do disco mais vendido da história do rei do pop, Michael Jackson, que está na Terra do Nunca agora.

PS: Desculpe ludibriá-los, porém o video da CNN é falso, foi feito por eles como uma brincadeira do dia 1 de abril (estou um pouco atrasado, né? Mas o que vale é a intenção), caso se interessem, aqui vai o video do making of dos pingüins voadores, clique aqui.
Vale lembrar que os efeitos especiais foram feitos no Linux usando o programa Blender.

domingo, 6 de abril de 2008

Santa tecnologia


Sempre fico embasbacado ao passar pela rua Santa Efigênia, em São Paulo, e dessa vez não foi diferente. O maior comércio tecnológico paulista não é nada mais do que simples quiosques e lojinhas minúsculas em galerias abarrotadas de pessoas, porém não se deve julgar um livro pela sua capa (já diria a sábia sabedoria popular), seus balcões guardam maravilhas tecnógicas, o mp7, por exemplo, como pude descobrir. Não se trata de um mero formato de música e sim de um aparelho multi-funcional, o nome veio do fato de o tocador de mp3 ser chamdo de mp3 e das suas subseqüentes "evoluções" mp4, mp5 e mp6. Celular, câmera, tocador de música, gerenciador pessoal e até, pasmem, televisão. Sim, um simples aparelho que custa em média 600 reais possue tudo isso e algumas outras funções a mais. Fiquei muito impressionado com a versatilidade desse aparelho (e ainda mais com seu preço).

Além dos diversos produtos de ponta que achamos nesse paraíso tecnológico, temos um fato interessante em suas galerias. A diversidade dos atendentes é, sem dúvida, uma ratificação da globalização. Temos atendendes chineses (que falam muito mal o português, em geral), indianos, árabes, libanêses e muitos outros, entre eles tem até brasileiros (irônico, não?).

Sábado, dia 5 de abril, foi um dia para entrar na história. Não pelo Ozzy, mas pelo encontro de gerações no Parque Antártica. Vi pais com filhos, avôs com netos e todas as possíveis combinações entre 3 gerações de fãs. Não é para menos, no palco tinhamos a banda KoRn e Ozzy, o encontro entre o velho metal, que continua agradando a muitas pessoas, e o new metal.
Ozzy
roubou a cena do festival, apesar do bom show do KoRn e do show do Black Label Society, com seu carísma e com suas maluquices. Um vídeo seu abriu o show, para surpresa de todos, e fez o Parque Antártica rir com cenas do Ozzy parodiando vários filmes e seriados (Piratas do Caribe, The Office, Lost, Borat entre muitos outros).

A cidade da garoa poupou os quase 38 mil espectadores de se molharem no Ozzy Festival, mas não o "principe das trevas". Durante seu show mais de 10 baldes de água foram despejados por ele nos fãs mais próximos do palco, para o delírio dos mesmos (e do seu próprio).
Para quem pode vê-lo no seriado protagonizado pela sua "ilustre"(para não dizer esquisita) família, iria pensar que ele estaria seqüelado... grave engano. Ozzy mostrou vigor (ao saltar feito uma criança e jogar barris de água para todos os lados) e a continuar fazendo coisas loucas, o velho de quase 60 anos responde a todos que o perguntam quando que ele vai se aposentar ao abrir seu show cantando a música I don't wanna stop (traduzindo, "eu não quero parar", de cantar no caso) do seu novo album Black Rain.

Ele se despediu do Brasil com a promessa de não deixar os fãs esperando pelos longos 13 anos desde sua última aparição no país.

A imagem desse post é da rua Santa Efigênia em um raro momento de tranqüilidade (que lembra muito cenas do excelente filme do diretor Danny Boyle, O Extermínio, e do filme Eu sou a Lenda, com uma ótima atuação do Will Smith).Foto tirada do site: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/07/357026.shtml

Para os que ficaram curiosos em relação as paródias do Ozzy, aqui vão dois links que mostram esse video:

http://www.youtube.com/watch?v=MoUkZZptdmk
http://www.youtube.com/watch?v=X1c3OZ9PLRo

Os videos não estão muito bons, obviamente, pois são gravações amadoras.

E eu me despesso, como não poderia deixar de ser, ao som de I don't wanna stop do Ozzy.
Até próxima semana.

domingo, 30 de março de 2008

Coffee and TV


Essa semana eu tive uma entrevista de estágio na Tetrapak (sim, talvez eu faça caixinhas de leite) e, enquanto estava esperando para ser entrevistado, estava lendo uns folhetos e descubri que eles não fazem apenas caixinhas, mera ignorância minha, eles também trabalham no ramo de alimentos (não, não são caixinhas comestíveis).

Mudando um pouco de assunto, ouvi falar de um filme que me atraiu bastante, esse filme é Chacun Son Cinema (Cada um com seu Cinema). O filme na verdade é em honra aos 60 anos do Festival de Cinema de Cannes. O filme é na verdade uma coletânea de curtas assinadas por mais de 30 cineastas convidados pelo presidente do fetival, Gilles Jacob. Entre eles temos os cineastas Walter Salles, David Lynch e Roman Polanski.

Vale lembrar que dia 5 de abril (sábado) teremos o Ozzy Festival no Parque Antârtica, São Paulo. O Ozzy Festival terá as bandas KORN e Black Label Society para abrirem o show do mestre Ozzy. Não sou muito fã do Ozzy, mas essa provavelmente será a última vez que os brasileiros poderam vê-lo (visto que ele está bem para lá e quase nada para cá) e, além disso, eu fui muito fã do KORN, vou poder viver um momento nostálgico (lembrar dos bons tempos enquanto eu ainda era novo... ou pelo menos mais novo), ou seja, meu lugar lá está garantido e o seu?

Para os entendedores da língua de Shakespeare e que conhecem a briga Bill Gates Vs Steve Jobs aqui vai um video divertido:

http://www.youtube.com/watch?v=qHO8l-Bd1O4

A imagem desse post fica por conta da Floralis Genérica, que é uma flor metálica gigante que abre as pétalas durante o dia e as fecha a noite, como uma flor de verdade. Ela fica localizada no bairro de Palermo, Buenos Aires, num parque patrocinado pela Tetrapak.

E eu me despeço ao som da banda britânica Blur com a música Coffee and TV, em
homenagem a todas caixinhas de leite (clique no nome da música para ver o clipe)

domingo, 23 de março de 2008

Televisão e comédia




Feriado de Páscoa, todos viajando para suas respectivas casas para passar o feriado com a família e os amigos, enquanto isso, minha única amiga, que não me deixou sozinho em Campinas, foi a TV.
Infelizmente não uma das minhas amigas favoritas e o feriado apenas serviu para ratificar nossas desavenças.

A programação da televisão aberta chega a ser ridícula, de tão ruim. Lembro-me bem dos bons e velhos tempos da Manchete e da TV Cultura onde tinham programas muito mais interessantes, você poderá até argumentar que eu era pequeno e não tinha um gosto muito crítico. Pode até ser, mas eu ainda prefiro ver o "Mundo de Beakman" do que o Faustão e adivinhem qual desses programas eu gostaria que meu filho visse.

Pois bem, chega de nostalgia e de lembrar dos bons (ou pelo menos melhores) tempos da televisão aberta e vamos ao que interessa, o futuro.

Custe o Que Custar (CQC) é o seu nome e estreou dia 17 de março na Band. Pouquíssimos programas da televisão aberta me fizeram ter tanta vontade de ver como esse(e espero que essa vontade não passe ao ver um episódio). Por quê? Vale lembrar que os brasileiros são bons humoristas, mas apesar disso temos programas apelativos e repetitivos de comédia na televisão (só para lembrar um desses: Zorra Total, que é um dos piores programas de comédias que eu já vi) e o que atiçou minha curiosidade nesse programa? No elenco temos ninguém menos do que: Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho. Alguns são conhecidos, como o experiente Marcelo Tas (O porque sim, zequinha! Para os que se lembram) e outros são expoentes da recente onda de stand-up comedy, onde geralmente se faz uma comédia mais inteligente e menos apelativa.

Ainda não tive o prazer de verificar se a mistura stand-up comedy , o formato CQC e outros atores e humoristas deu certo, mas torço para que dê, eles têm tudo para dar certo.

Para mais informações, visite:


http://band.com.br/fiquedeolho/conteudo.asp?ID=73648&CNL=18


Para terminar meu feriado feliz, nada melhor do que um bom filme: scanner darkly (O Homem Duplo, em português), o filme é dirigido por ninguém menos que Richard Linklater, de onde se explica o visual experimental estilo Waking Life, e tem Keanu Reeves, Robert Downey Jr e Woody Harrelson no elenco. Porém a maior estrela do filme é o autor do livro em que o filme foi baseado: Philip K. Dick, um dos maiores escritores de ficção científica.

Só para lembrar, ele escreveu os livros em que os filmes: Blade Runner, Minority Report e o The Pay Check (o Pagamento Final) foram baseados.

O filme é sobre paranóia, drogas e combate a drogas, uma alusão ao período vivido pelo autor durante a contra-cultura e o mandato do presidente Richard Nixon. O visual é o ponto forte do filme, não sendo tão experimental quanto em Waking Life, mas não tão convencional quanto desenhos.
Em resumo, o filme agradará pessoas com um gosto um pouco diferente e, caso se tenha um tempinho a mais livre, recomendo o livro.

A imagem desse post é da "Santa Televisão Brasileira", uma santa de 4 metros de altura com uma televisão no lugar da cabeça. Essa santa faz parte do Festiva de Curitiba, Usina das idéias.

Boa Páscoa!