domingo, 23 de março de 2008

Televisão e comédia




Feriado de Páscoa, todos viajando para suas respectivas casas para passar o feriado com a família e os amigos, enquanto isso, minha única amiga, que não me deixou sozinho em Campinas, foi a TV.
Infelizmente não uma das minhas amigas favoritas e o feriado apenas serviu para ratificar nossas desavenças.

A programação da televisão aberta chega a ser ridícula, de tão ruim. Lembro-me bem dos bons e velhos tempos da Manchete e da TV Cultura onde tinham programas muito mais interessantes, você poderá até argumentar que eu era pequeno e não tinha um gosto muito crítico. Pode até ser, mas eu ainda prefiro ver o "Mundo de Beakman" do que o Faustão e adivinhem qual desses programas eu gostaria que meu filho visse.

Pois bem, chega de nostalgia e de lembrar dos bons (ou pelo menos melhores) tempos da televisão aberta e vamos ao que interessa, o futuro.

Custe o Que Custar (CQC) é o seu nome e estreou dia 17 de março na Band. Pouquíssimos programas da televisão aberta me fizeram ter tanta vontade de ver como esse(e espero que essa vontade não passe ao ver um episódio). Por quê? Vale lembrar que os brasileiros são bons humoristas, mas apesar disso temos programas apelativos e repetitivos de comédia na televisão (só para lembrar um desses: Zorra Total, que é um dos piores programas de comédias que eu já vi) e o que atiçou minha curiosidade nesse programa? No elenco temos ninguém menos do que: Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho. Alguns são conhecidos, como o experiente Marcelo Tas (O porque sim, zequinha! Para os que se lembram) e outros são expoentes da recente onda de stand-up comedy, onde geralmente se faz uma comédia mais inteligente e menos apelativa.

Ainda não tive o prazer de verificar se a mistura stand-up comedy , o formato CQC e outros atores e humoristas deu certo, mas torço para que dê, eles têm tudo para dar certo.

Para mais informações, visite:


http://band.com.br/fiquedeolho/conteudo.asp?ID=73648&CNL=18


Para terminar meu feriado feliz, nada melhor do que um bom filme: scanner darkly (O Homem Duplo, em português), o filme é dirigido por ninguém menos que Richard Linklater, de onde se explica o visual experimental estilo Waking Life, e tem Keanu Reeves, Robert Downey Jr e Woody Harrelson no elenco. Porém a maior estrela do filme é o autor do livro em que o filme foi baseado: Philip K. Dick, um dos maiores escritores de ficção científica.

Só para lembrar, ele escreveu os livros em que os filmes: Blade Runner, Minority Report e o The Pay Check (o Pagamento Final) foram baseados.

O filme é sobre paranóia, drogas e combate a drogas, uma alusão ao período vivido pelo autor durante a contra-cultura e o mandato do presidente Richard Nixon. O visual é o ponto forte do filme, não sendo tão experimental quanto em Waking Life, mas não tão convencional quanto desenhos.
Em resumo, o filme agradará pessoas com um gosto um pouco diferente e, caso se tenha um tempinho a mais livre, recomendo o livro.

A imagem desse post é da "Santa Televisão Brasileira", uma santa de 4 metros de altura com uma televisão no lugar da cabeça. Essa santa faz parte do Festiva de Curitiba, Usina das idéias.

Boa Páscoa!

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