domingo, 1 de junho de 2008

Nostalgia e Uísque

Sexta-feira, fui ao cinema assistir à tão esperada seqüência do arqueólogo mais famoso do mundo. O filme não deixa a desejar, ele possui todos os elementos que um Indiana Jones precisa ter, o que não o torna um filme espetacular e, sim, um filme divertido de ser assistido.
Nos últimos anos estamos sofrendo uma grave nostalgia (ou falta de criatividade hollywoodiana, como eu prefiro chamar). Em pouco tempo tivemos lançados: Rambo IV, Rocky Balboa, Indiana Jones IV, Homem de Ferro, Speed Racer, Transfomers... Seqüências de filmes que fizeram sucesso a quase 20 anos atrás ou filmes baseados em desenhos ou revistas em quadrinhos da mesma época ou até mais velhas.

Com certeza 2008 é o ano da nostalgia no cinema, para o delírio de uns e desespero de outros.

Falando em cinema, vamos ao filme nacional Linha de Passe, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas e que rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes à estreante no cinemaSandra Corveloni, que interpreta a mãe de 4 filhos que vivem na periferia de São Paulo. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ver esse filme e dar minha opnião sobre ele.


Esse era o início do meu post da semana passada, antes de saber que teria fazer uma operação no maxilar. Agora, já depois do sucesso da operação e recuperando-me, não seria anormal mudar um pouco do assunto e falar um pouco sobre essa operação e a minha pessoa.

Todo mundo que conhece minha vida sabe que eu não sou uma pessoa de desistir tão facilmente. Quando eu era mais jovem, eu tive uma má formação óssea na perna direita, logo abaixo do joelho, o que me acarretou algumas fraturas nessa região. Os médicos resolveram operar e fazer um encherto ósseo, retirada de células ósseas da bacia para se preencher um determiando local com osso, e falaram que não deveria mais jogar futebol.

Besteira, semanas depois da cirurgia lá estava eu jogando meu futebol que gostava tanto. Terceiro ano no colégio, começo a treinar taekwondo e a malhar. Tudo ia bem até ter um sério problema na coluna, talvez devido aos chutes pulando ou exercícios feitos de maneira errónea. Larguei todos os esportes e fui fazer RPG, fisioterapia e todas essas coisas.

Meus pais falaram para eu parar de fazer esportes que exigiam muito da coluna. Mas, acho, que sou apenas um teimoso inconseqüente. Recuperado, fiz tênis, esgrima, joguei futebol, treinei mais taekwondo e depois comecei o kung fu, artes marciais são minha verdadeira paixão.
Dois anos e meio treinando, sem grandes problemas com a minha coluna, provando a todos que eu não estava inválido, e esse acidente ocorreu. Fratura na mandíbula em dois lugares diferentes. Passaram diversos pensamentos pela minha cabeça, mas o mais recorrente era: "Tenho que voltar a treinar e dessa vez eu tenho que treinar mais para não tomar mais chutes que nem esse".

Não foi o medo, a raiva ou a angústia que tomaram conta de mim durante esses dias e, sim, a vontade de voltar para fazer melhor do que tinha feito. Esse é meu jeito, gosto de me superar, de superar expectativas e de fazer o melhor que eu puder. Meu verdadeiro medo não é fracassar, é fracassar sem ter feito o meu melhor.

Não queria escrever post sobre a minha pessoal, mas senti-me na obrigação de mandar essa mensagem. Resumindo: "Keep Walking, Johnnie Walker". Que por um acaso possui propagangas interessantíssimas, como essa.

A imagem desse post é o retrato de Friedrich Nietzsche por Edvard Munch Poster. Nietzsche com certeza foi um dos filósofos que mais me influenciou na vida, principalmente com sua célebre frase: "Tudo que não me mata, me fortalece". Pessoas interessadas em se aprofundar mais nesse "filósofo do futuro", recomendo Para Além do Bem e do Mal e Assim Falou Zaratustra.

E eu me despeço ao som de uma música mais sombria do, também alemão, Richard Wagner e a sua ópera Crepúsculo dos Deuses. Em homenagem ao músico preferido do Nietzsche.

Um comentário:

É Bom ou Não? disse...

Excelente post, TiTi. Conseguiu ser sensível, tocante e, o mais importante, falar de superação sem resvalar na pieguice ou no discurso auto-ajuda. Bem ilustrado também pela propaganda do Johnnie Walker e a citação de Nietzsche. Muito bom mesmo, parabéns!

PS: Ou é com certeza ou sem certeza, "concerteza" não existe meu caro. ;)