domingo, 29 de junho de 2008

La furia roja y cortos


Hoje, domingo, assisti a mais uma excelente partida da Eurocopa, partida essa que consagrou o time de Luis Aragonés, Espanha, bicampeã, merecidamente. Os jogos da Eurocopa foram de uma empolgação e nível técnico surpreendente e a jovem seleção espanhola se mostrou com muita personalidade, toque de bola rápido e envolvente fazendo belas jogadas e belos gols. A vitória sobre a frieza e a tática alemã mostrou que se pode jogar bonito e ganhar. Uma coisa interessante na Eurocopa era que muitas seleções tinham ao menos um jogador brasileiro (Espanha, Portugal, Alemanha...) e um desses jogadores é Marcos Senna da Espanha que foi crucial na conquista do título e está sendo apontado como um dos fortes candidatos a melhor jogador da Eurocopa.

Mas agora sim eu posso chegar ao meu ponto, o Brasil é um grande exportador de talentos no futebol, mas, como na agricultura, ele exporta apenas commodities e não produtos com valor agregado. Os campeonato ingleses, espanhóis e italianos são os campeonatos mais vistos no mundo e a maior parte dos times possuem ao menos um jogador brasileiro. E o campeonato brasileiro? Como somos o país do futebol ele é para ser visto no mundo inteiro, certo? Errado. Desconheço algum país que veja o nosso campeonato. O que deveriamos fazer, assim como na agricultura e em todos os produtos que exportamos, é agregar valor. Deixar os talentos brasileiros no Brasil e exportar a transmissão do campeonato brasileiro, a camisa dos nossos times e assim por diante.

Já que estou falando do Brasil, tenho que mostrar minha indignação com a "Lei Seca" adotado pelo país. Por quê? Por que eu quero beber e dirigir? Não, mas pelo simples fato de ser uma das leis mais rígidas no mundo contra dirigir alcoolizado. Qual o problema? O Brasil não é uma Suécia, uma Austrália, Inglaterra ou países socialmente desenvolvidos onde existe um transporte público que funciona e não há perigo andar de ônibus de madrugada. O Brasil não é um país onde as coisas funcionam como deveriam funcionar, resultado dessa lei: ou vai faltar cadeia para tanto brasileiro ou não teremos uma rígidez na execução dessa lei, o que a tornaria, como muitas outras, uma lei só no papel.

Let's talk about movies, ou melhor, curtas. Um dia estava lendo o blog Afinidades Eletivas, de meu querido amigo Ilo Aguiar, que se encontra em Portugal estudando jornalismo, e nele encontrei um curta musical que gostei bastante: 7:35 de la manãna. Aceito sugestões de curtas legais.

A imagem desse post fica por conta de dois deliciosos bombons de licor de cereja, meu favorito, que segundo os meios de comunicação é o suficiente para você perder quase mil reais e um ano apenas dirigindo bicicleta e carrinho bate-bate (começo a achar que essa medida é para acabar com os engarrafamentos nas cidades do país).

Hoy yo me despido al sonido de Iresponsable de los Babasónicos, una banda argentina que me gusto mucho.

domingo, 15 de junho de 2008

O Brasil são outros 500...

Hoje, como todo dia, acordo. Depois desse ato, muitas vezes desafiador, fui pegar minha Carta Capital para ler e qual não foi minha surpresa quando vejo uma bela capa vermelha e prateada com um grande 500 em sua capa. Sim, era a qüingentésima edição dessa comprometida revista. Mino Carta, um dos fundadores, conta a história da revista e a sua proposta nas primeiras páginas. Sua primeira edição, mensal na época, foi às bancas em Agosto de 1994 e tinha como foco principal o business, mundado posteriormente para vir a ser uma revista de política, economia e cultura. Vale ressaltar que o Carta do nome da revista vem da Carta Editorial e a Capital vem de principal, essêncial, decisivo, fundamental.
O interessante foi encontrar na revista não matérias sobre diversos assuntos, mas sim quase que um debate sobre diversos assuntos pertinentes como por exemplo: Capitalismo, civilização, geopolítica, terrorismo, Obama e , como não podia deixar de ser, futebol. Um colunista entrevistado sobre cada tema com uma minuciosa e deliciosa dissecação do mesmo. A Carta Capital é uma das poucas revistas brasileiras que não apenas noticiam, mas informam, e, mais importante, que considero comprometida com a verdade. Vale a pena conferir, a recomendação está dada.


De revistas para o seu principal rival: A internet. "Surfando" pela internet caio em um site um tanto quanto curioso que contém a Declaração de Independência do Ciberespaço. Escrito em 1996 por um fazendeiro americano aposentado, também lírico do Grateful Dead e co-fundador da Electronic Frontier Foundation, John Perry Barlow. O texto é comovente e onde John retrata uma utópica anarquia instaurada no ciberespaço. Senti um arrepio ao ler tal texto, não um arrepio de medo... Não... Muito longe disso, um arrepeio de uma possível forma de liberdade. Infelizmente esse meu arrepio de esperança vem se tornando de medo. A internet é nossa última esperança de liberdade e de democratização, mas governos como o Irã e a China vetam a possibilidade de tais oportunidades e o capitalismo começa a invadir um espaço que antes era gratuito e de todos, sem exclusão econômica. Realmente uma pena, mas a guerra ainda não foi perdida, a Google, por exemplo, vem com propostas inovadoras que ainda mantém nossas esperanças.

Esperança é um sentimento que muitos deficientes físicos estão sentindo desdo dia 29 de Maio, quando o STF liberou a pesquisa com uso de células-tronco embrionárias. Essa decisão foi muito comemorada, não só por deficientes físicos, como pela comunidade científica brasileira que vê nessa área uma boa possibilidade de competir tecnologicamente com os países desenvolvidos.

A imagem desse post é uma homenagem a vitória da liberação das células-tronco embrionárias para uso em pesquisas. Não posso dizer onde começa ou onde termina exatamente a vida, mas detesto a idéia de não poder curar pessoas ou pelo menos melhorar a vida de pessoas que sofrem todos os dias por um acidente que ocorreu ou por uma deficiência de nascença. Gostaria de dedicar esse post a todos meus amigos que mesmo tendo deficiências físicas ou mentais, com certeza essa deficiência é suprida pela coragem, vontade, determinação e inteligência dessas pessoas, em especial dedico a dois amigos que convivi muito e que contribuiram muito para a pessoa que sou hoje, seja na felicidade ou na tristeza. Eu tenho que dizer: "Admiro muito vocês e prezo muito pela amizade de vocês Vinícius Augusto e Alexandre Keiji, vocês são os caras!"

E eu me despeço ao som da música Piano Bar dos Engenheiros do Hawaii por causa do show deles que acontecerá sexta-feira aqui perto de Campinas em Jaguariúna. Esse video foi gravado em um show em Sobral e escolhi esse video para poder homenagear minha amiga Yanna Braga, que infelizmente habita essa inóspita região do globo.

Para quem tenha mais interesse sobre o ciberespaço e sua liberdade, recomendo a seguinte matéria, clique aqui.

PS: Desculpem os links em inglês, mas tive dificuldade em achar tais links em português.


domingo, 1 de junho de 2008

Nostalgia e Uísque

Sexta-feira, fui ao cinema assistir à tão esperada seqüência do arqueólogo mais famoso do mundo. O filme não deixa a desejar, ele possui todos os elementos que um Indiana Jones precisa ter, o que não o torna um filme espetacular e, sim, um filme divertido de ser assistido.
Nos últimos anos estamos sofrendo uma grave nostalgia (ou falta de criatividade hollywoodiana, como eu prefiro chamar). Em pouco tempo tivemos lançados: Rambo IV, Rocky Balboa, Indiana Jones IV, Homem de Ferro, Speed Racer, Transfomers... Seqüências de filmes que fizeram sucesso a quase 20 anos atrás ou filmes baseados em desenhos ou revistas em quadrinhos da mesma época ou até mais velhas.

Com certeza 2008 é o ano da nostalgia no cinema, para o delírio de uns e desespero de outros.

Falando em cinema, vamos ao filme nacional Linha de Passe, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas e que rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes à estreante no cinemaSandra Corveloni, que interpreta a mãe de 4 filhos que vivem na periferia de São Paulo. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ver esse filme e dar minha opnião sobre ele.


Esse era o início do meu post da semana passada, antes de saber que teria fazer uma operação no maxilar. Agora, já depois do sucesso da operação e recuperando-me, não seria anormal mudar um pouco do assunto e falar um pouco sobre essa operação e a minha pessoa.

Todo mundo que conhece minha vida sabe que eu não sou uma pessoa de desistir tão facilmente. Quando eu era mais jovem, eu tive uma má formação óssea na perna direita, logo abaixo do joelho, o que me acarretou algumas fraturas nessa região. Os médicos resolveram operar e fazer um encherto ósseo, retirada de células ósseas da bacia para se preencher um determiando local com osso, e falaram que não deveria mais jogar futebol.

Besteira, semanas depois da cirurgia lá estava eu jogando meu futebol que gostava tanto. Terceiro ano no colégio, começo a treinar taekwondo e a malhar. Tudo ia bem até ter um sério problema na coluna, talvez devido aos chutes pulando ou exercícios feitos de maneira errónea. Larguei todos os esportes e fui fazer RPG, fisioterapia e todas essas coisas.

Meus pais falaram para eu parar de fazer esportes que exigiam muito da coluna. Mas, acho, que sou apenas um teimoso inconseqüente. Recuperado, fiz tênis, esgrima, joguei futebol, treinei mais taekwondo e depois comecei o kung fu, artes marciais são minha verdadeira paixão.
Dois anos e meio treinando, sem grandes problemas com a minha coluna, provando a todos que eu não estava inválido, e esse acidente ocorreu. Fratura na mandíbula em dois lugares diferentes. Passaram diversos pensamentos pela minha cabeça, mas o mais recorrente era: "Tenho que voltar a treinar e dessa vez eu tenho que treinar mais para não tomar mais chutes que nem esse".

Não foi o medo, a raiva ou a angústia que tomaram conta de mim durante esses dias e, sim, a vontade de voltar para fazer melhor do que tinha feito. Esse é meu jeito, gosto de me superar, de superar expectativas e de fazer o melhor que eu puder. Meu verdadeiro medo não é fracassar, é fracassar sem ter feito o meu melhor.

Não queria escrever post sobre a minha pessoal, mas senti-me na obrigação de mandar essa mensagem. Resumindo: "Keep Walking, Johnnie Walker". Que por um acaso possui propagangas interessantíssimas, como essa.

A imagem desse post é o retrato de Friedrich Nietzsche por Edvard Munch Poster. Nietzsche com certeza foi um dos filósofos que mais me influenciou na vida, principalmente com sua célebre frase: "Tudo que não me mata, me fortalece". Pessoas interessadas em se aprofundar mais nesse "filósofo do futuro", recomendo Para Além do Bem e do Mal e Assim Falou Zaratustra.

E eu me despeço ao som de uma música mais sombria do, também alemão, Richard Wagner e a sua ópera Crepúsculo dos Deuses. Em homenagem ao músico preferido do Nietzsche.