segunda-feira, 19 de maio de 2008

Anti-Ufanismo e Meio Ambiente


Outro dia recebi um e-mail, daqueles com apresentações em Power Point, sobre o Brasil falando algo que não saiu da minha cabeça nesses últimos dias. Por que o brasileiro é anti-ufanista?
Diogo Mainardi é a nossa mais clara expressão desse sentimento, autor do livro Contra o Brasil, ele é um ferrenho desconstrutor nacional. Mas o por que desse sentimento auto-depreciativo?
Nélson Rodrigues dizia: "O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: — não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima."

O sentimento de nacionalismo nasce pela necessidade de uma união nacional em casos extremos.
Como exemplo posso citar o reeguimento da Alemanha, após a primeira guerra mundial e a segunda, e do Japão, após a segunda guerra mundial, países que nunca tiveram em sua história uma união centralizada, vale lembrar que a Alemanha foi um dos últimos países da Europa a se unificarem. Nós nunca tivemos uma Guerra da Secessão ou uma bomba de atômica para nos unir. "O que não mata fortalece.", como disse grande filósofo Friedrich Nietzsche. O que nos faltou foi a dificuldade nacional, não só dos pobres como dos ricos também, nossa liberdade não foi conquistada, foi comprada. Nunca tivemos uma revolução ou revolta de abrangência nacional.

Mas isso não quer dizer que sejamos pior, muito pelo contrário, somos um dos poucos países que possuem recursos naturais e enorme potencial de crescimento. Os italianos se gabam de suas deliciosas pizzas, mas as melhores pizzas do mundo estão em São Paulo. Os americanos dizem que os irmãos Wrights inventarão avião, mas a primeira vez que um homem vôo em um avião foi em Paris pelo nosso Santos Dumont e a Embraer está entre as 4 maiores empresas de aviões do mundo. Acha pouco? O Brasil é um dos poucos países que chegou a auto-suficiência de petróleo e a Petrobrás é a única empresa do mundo a possuir a tecnologia de produção de petróleo em águas profundas.

O Brasil, definitivamente, podia ser muito melhor, mas isso não é motivo para desmerecer tudo que temos de bom. "Vamos mudar o Brasil e não mudar do Brasil", copiando o logo da cidade de Campinas, que vivia num momento de muita violência e melhorou bastante.

Para o Brasil ter um crescimento sustentável precisa cuidar de seus recursos naturais, principalmente do meio ambiente e esse sofreu uma séria baixa na última semana. A ministra do meio ambiente Marina Silva, apontada pela imprensa internacional como uma das 50 pessoas capazes de salvar o planeta, anuncia sua renúncia e deixa os ambientalistas do mundo preocupado com o futuro da Amazônia. Muitos comemoram com sua saída da Esplanada, principalmente latifundiários e empresários que têm seus lucros reduzidos com o crescimento sustentável.

Lamentável essa perda, mas o crescimento sustentável não é uma opção para o Brasil é uma obrigação, não conseguiremos manter um crescimento acelerado como o nosso se não cuidarmos do meio ambiente, poluição e da população pobre.

A imagem desse post é um 14 Bis formado por 14 Bis de chocolate, um ótimo trocadilho e uma deliciosa referência ao avião em que Santos Dumont fez seu primeiro vôo. Imagem retirada do site ocaqui.com.br.

E eu me despeço ao som de Funk como Le Gusta, banda paulistana que toca uma deliciosa mistura de groove, funk, soul brasileiro e música dos anos 70, para ouvia a música Nervosa cliquem aqui.

Um comentário:

É Bom ou Não? disse...

Biabéisso macho, porque tu começa com uma letra e termina com outra.