segunda-feira, 28 de julho de 2008

O dia em que o MSN não entrou

Os amigos não mais se falavam, as famílias se separaram, as empresas deixaram de funcionar... Sim, o Apocalipse, o Ragnarok, a Xivi que veio comer a Lua e o Sol. Podia muito bem ser o bug do milênio retratado em um filme dramático, ou simplesmente um dia normal no qual as pessoas não conseguiram entrar em uma simples ferramenta da internet.
A dificuldade em acessar o MSN foi tanta e tamanha que até a Folha de São Paulo escreveu uma materia. E o dia ficou conhecido como: "O dia em que o MSN não entrou".

Do MSN para as ruas do Recife. Fiquei sabendo que um morador de rua passou no concurso do Banco do Brasil, logo pensei que se tratava ou de um engano ou de uma falha no processo de avaliação, mas tenho que admitir que estou envergonhado de ter pensado isso. Seu nome é Ubirajara. E sua história me tocou e inspirou bastante, veja uma reportagem que passou no Jornal Nacional, clique aqui. Não era um mendigo qualquer, ele lia... e muito. Mesmo não tendo dinheiro para se alimentar direito, ele lia sobre ouro, commodity e taxa Selic, assuntos que a maioria das pessoas, mesmo em universidades, não tem conhecimento ou, simplesmente, não ligam.
Uma coisa eu tenho certeza, se ele com tão pouco pode chegar a passar em um concurso público muito concorrido, imagine se ele tivesse tido um ambiente favorável. Nós que temos bem mais não deveriamos disperdiçar essa oportunidade que no Brasil é tão rara.

Falando em economia, falemos da economia americana. O declínio do império americano está cada vez mais evidente. Esse ano a Toyota superou a General Motors em número de carros vendidos nos Estados Unidos, a Anheuser-Busch, que produz a cerveja Budweiser, está em vias de ser comprada pela belgo-brasileira InBev. O FED está quebrando uma regra clássica do capitalismo ao querer salvar bancos de investimentos privados, pois não se deve salvar investidores privados com dinheiro público, isso dá margem para o aumento da irresponsabilidade e incentiva novos artifícios econômicos, como o próprio sub-prime que desencadeou uma bolha especulatória e a crise no mercado imobiliário americano, para que esses tais investidores obtenham mais e mais lucros à custa dos contribuentes.

A imagem desse post fica por conta dos dois maiores símbolos dos Estadus Unidos: Homer e a cerveja Budweiser. Só falta os Simpsons serem comprados por uma empresa estrangeira, aí poderei dizer que os Estados Unidos da Ámerica se rendeu ao capitalismo...

E eu me despeço ao som de End of the World as We Know It da banda americana R.E.M., como o refrão da música diz: "It's the end of the world as we know it as we know it and I fell fine!".

domingo, 13 de julho de 2008

Dantas e o Coringa

Esses dias a Unicamp se encontra vazia, todos saíram de férias, voltaram para suas respectivas casas, porém eu não. E, por esse motivo, encontro-me sozinho em Campinas.
Assistir televisão passou de distração para obrigação. Uma ótima forma de se matar o tempo, literalmente. Apesar de ter televisão a cabo, os canais se tornam insuficientes para a quantidade de tempo disperdiçada diante daquela caixa que agora está mais para quadro.
Sim, a quantidade de canais! Nunca estamos satisfeitos, dizem uns, são pouca as variedades, dizem outros, mas esse não é o único problema. O preço por canal é o maior em toda a américa latina e a porcentagem de lares com essa comodidade é de apenas 8% (54% na Argentina e 86% nos Estados Unidos). E o que impede uma abrangência maior da televisão por assinatura? A legislação brasileira, deixe-me ser mais específico, as Organizações Globo. Elas detêm o monopólio, ou quase (78%), do mercado e possuem uma força política de derrubar presidentes. Resumindo, além da Globo possuir péssimos programas (Fauto Silva que o diga) ainda me impede de ver outros melhores.

Daniel Dantas, um nome bastante conhecido dos cidadãos brasileiro, foi preso duas vezes e liberado duas vezes em poucos dias. Daniel Dantas é o fundador do Banco Opportunity, alvo de várias investigações de lavagem de dinheiro, envolvimento no mensalão, uso de informações privilegiadas, entre outras. Aparentemente ele é um dos intocáveis nessas terras tupiniquins. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, concedeu os dois habeas corpus e considera desnecessária a prisão do nosso querido Daniel Dantas, mesmo em posse das inúmeras provas que a polícia federal juntou. Eu cheguei a acreditar, com as prisões dos donos do Opportunity e do bando do ex-prefeito Celso Pitta, que existia justiça nesse Brasil... Quantas vezes eu ainda vou me iludir!?

Falando de coisas boas agora, vamos para o cinema. Em Batman - O cavaleiro das trevas, não se fala em outra coisa se não na sádica e psicopata atuação de Heath Ledger como Coringa. Tenho que admitir que o Coringa nunca foi o meu vilão favorito, mas dessa vez eu estou bastante empolgado para ver o resultado desse filme, que, infelizmente, levou à morte desse ator (morreu de overdose de remédios que disse tomar devido ao cansaço que o personagem estava lhe trazendo). O filme estréia mundialmente dia 18 de julho. Preparem seus bat-móveis, pois esse vale conferir no cinema.

A imagem desse post fica como homenagem ao falecido Heath Ledger em sua atuação como Coringa, reparem o visual dark incorporado pelo ator em contraposto ao sorridente Coringa do Jack Nicholson .

E eu me despeço ao som, não de uma música, mas de um poema de José de Almada Negreiros, que pode não ter sido referenciado ao nosso Dantas, mas que servirá ao meu propósito: O Manifesto Anti-Dantas, clique aqui.