quarta-feira, 23 de abril de 2008

Teletelas e Itaipu

O grande reality show, o show da vida, essa seria a propaganda de mais um desses reality shows que invadiram as telas de nossas TVs, mas a proposta vem do filme The Truman Show (O Show de Truman) que consegue a mistura perfeita de utopia e realidade, o show mais real que a realidade. Jim Carrey interpreta muito bem o papel do vendedor de seguros Truman Burbank, que vive na bela e calma Seaheaven. Sua utopia acaba quando ele começa a desconfiar que sua vida foi um mero programa de TV. O filme nos faz refletir sobre a vontade das pessoas de ver e viver a vida alheia, os reality shows nos mostram isso, mas, como o caso do BBB (Big Brother Brasil) refletem apenas as idiotices que queremos. Poucos "apreciadores" do BBB sabem da onde surgiu o nome de seu programa favorito, mas, acreditem se quiser, o nome se refere ao Big Brother da novela escrita por George Orwell, 1984. Essa novela se passa em um estado dominado pelo totalitarismo, referenciando ao stalinismo, onde o Estado onipresente se incorpora na figura do Big Brother que, devido aos objetos denominados Teletelas, tudo via e tudo ouvia, por esse motivo o nome dado ao reality show.

Das telas para o rei das telas italianas, sim, ele mesmo, Silvio Berlusconi. O mega-empreendedor, agora primeiro-ministro novamente, o que me leva a começar a duvidar na capacidade cognitiva dos italianos, dono do A.C. Milan, da Fininvest e de quase todos os meios de midia italianos, foi acusado de fraudes, contatos com o crime organizado italiano, entre outros. A antiga Roma viu momentos mais gloriosos, se Carlos Magno visse tal heresia.

Seguindo ao sul rumo ao Paraguai, temos um presidente eleito propondo um embate com o Brasil pela Itaipu, o ex-bispo Fernando Lugo foi eleito presidente paraguaio recentemente. Sua proposta de protecionismo, pretende renegociar os acordos entre Brasil e Paraguai. Por um lado uma necessidade de crescimento e melhoria de vida do Paraguai e por outro um Brasil necessitando de energia para manter o crescimento e acordos assinados por 50 anos, acabando em 2023, relativos ao empreendimento. Humanismo ou capitalismo? Cada vez mais me vejo no meio dessa feroz batalha.

A imagem desse post fica por conta do nosso Big Brother real, presidente Bush. A imagem serve como uma luva, visto que o Big Brother manipulava o povo pelo medo de um inimigo irreal, algo familiar com o eixo do mal? E suprimindo a privacidade do povo. Quem souber de onde foi retirada essa imagem me avise, pois infelizmente procurei e nada.

E eu me despeço ao som do lúbrico, libidinoso transeunte
Chico Buarque de Hollanda cantando sua utopia em Outros sonhos, clique aqui para ouvir.

PS: Peço desculpas pelo texto desse post, visto que deve estar um pouco confuso ou complicado, mas foi devido ao fato de estar sem acentos. E, acreditem, foi um tanto penoso escrever um post desse tamanho tentando ser sucinto e entreter ao mesmo tempo sem poder usar acentos.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pingüins e arte


Ultimamente tenho percebido um grande interesse do mundo cinematográfico em pingüins, temos La Marche du Emperor (A Marcha dos Pingüins), Happy Feet (Detalhe no comentário no Youtube, tem um tonto americano dizendo: "happy feet + spanish = wrong") e, ainda, Surf's Up (Tá Dando Onda). Mas o porquê dessa pandemia aviária? Eles são carismáticos, fofos e... VOAM. Sim, sim, não estou enganado, a CNN fez uma reportagem sobre uma espécie, até então desconhecida, de pingüins que voam. Muitos se realizarão ao ver os pingüins voando, outros abrirão a temporada de caça aos pingüins. Independente de sua reação, veja o vídeo da reportagem clicando aqui.

Talvez poucas pessoas conheçam Jean Nouvel, mas ele é um renomado arquiteto francês que recebeu o Pritzker Prize 2008 e, acreditem ou não, foi escalado para fazer o Museu Guggenheim no Rio de Janeiro, seria o segundo fora dos Estados Unidos. Seria um verdadeiro presente para embelezar ainda mais a cidade maravilhosa, seria... Mas não foi. Para os que não conhecem o estilo desse arquiteto, ele possue um estilo único e cada obra sua é diferente da outra. Uma de suas mais famosas obras é a Torre Agbar que rasga o céu de Barcelona com suas luzes psicodélicas. O formato da torre eu prefiro não comentar, mas você pode achar algumas montagens procurando no google imagens por Agbar.

A imagem desse post fica por conta do nosso amigo Tux em sua versão Wolverine, nada mais justo, já que falamos de pingüins, falar dele que está tirando o sono da Microsoft. Caso tenha gostado do Tux fantasiado, procure no google imagens por Tux, você verá que existe até Tux do Zodíaco.

E eu me despeço ao som de Thriller
em homenagem aos 25 anos do disco mais vendido da história do rei do pop, Michael Jackson, que está na Terra do Nunca agora.

PS: Desculpe ludibriá-los, porém o video da CNN é falso, foi feito por eles como uma brincadeira do dia 1 de abril (estou um pouco atrasado, né? Mas o que vale é a intenção), caso se interessem, aqui vai o video do making of dos pingüins voadores, clique aqui.
Vale lembrar que os efeitos especiais foram feitos no Linux usando o programa Blender.

domingo, 6 de abril de 2008

Santa tecnologia


Sempre fico embasbacado ao passar pela rua Santa Efigênia, em São Paulo, e dessa vez não foi diferente. O maior comércio tecnológico paulista não é nada mais do que simples quiosques e lojinhas minúsculas em galerias abarrotadas de pessoas, porém não se deve julgar um livro pela sua capa (já diria a sábia sabedoria popular), seus balcões guardam maravilhas tecnógicas, o mp7, por exemplo, como pude descobrir. Não se trata de um mero formato de música e sim de um aparelho multi-funcional, o nome veio do fato de o tocador de mp3 ser chamdo de mp3 e das suas subseqüentes "evoluções" mp4, mp5 e mp6. Celular, câmera, tocador de música, gerenciador pessoal e até, pasmem, televisão. Sim, um simples aparelho que custa em média 600 reais possue tudo isso e algumas outras funções a mais. Fiquei muito impressionado com a versatilidade desse aparelho (e ainda mais com seu preço).

Além dos diversos produtos de ponta que achamos nesse paraíso tecnológico, temos um fato interessante em suas galerias. A diversidade dos atendentes é, sem dúvida, uma ratificação da globalização. Temos atendendes chineses (que falam muito mal o português, em geral), indianos, árabes, libanêses e muitos outros, entre eles tem até brasileiros (irônico, não?).

Sábado, dia 5 de abril, foi um dia para entrar na história. Não pelo Ozzy, mas pelo encontro de gerações no Parque Antártica. Vi pais com filhos, avôs com netos e todas as possíveis combinações entre 3 gerações de fãs. Não é para menos, no palco tinhamos a banda KoRn e Ozzy, o encontro entre o velho metal, que continua agradando a muitas pessoas, e o new metal.
Ozzy
roubou a cena do festival, apesar do bom show do KoRn e do show do Black Label Society, com seu carísma e com suas maluquices. Um vídeo seu abriu o show, para surpresa de todos, e fez o Parque Antártica rir com cenas do Ozzy parodiando vários filmes e seriados (Piratas do Caribe, The Office, Lost, Borat entre muitos outros).

A cidade da garoa poupou os quase 38 mil espectadores de se molharem no Ozzy Festival, mas não o "principe das trevas". Durante seu show mais de 10 baldes de água foram despejados por ele nos fãs mais próximos do palco, para o delírio dos mesmos (e do seu próprio).
Para quem pode vê-lo no seriado protagonizado pela sua "ilustre"(para não dizer esquisita) família, iria pensar que ele estaria seqüelado... grave engano. Ozzy mostrou vigor (ao saltar feito uma criança e jogar barris de água para todos os lados) e a continuar fazendo coisas loucas, o velho de quase 60 anos responde a todos que o perguntam quando que ele vai se aposentar ao abrir seu show cantando a música I don't wanna stop (traduzindo, "eu não quero parar", de cantar no caso) do seu novo album Black Rain.

Ele se despediu do Brasil com a promessa de não deixar os fãs esperando pelos longos 13 anos desde sua última aparição no país.

A imagem desse post é da rua Santa Efigênia em um raro momento de tranqüilidade (que lembra muito cenas do excelente filme do diretor Danny Boyle, O Extermínio, e do filme Eu sou a Lenda, com uma ótima atuação do Will Smith).Foto tirada do site: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/07/357026.shtml

Para os que ficaram curiosos em relação as paródias do Ozzy, aqui vão dois links que mostram esse video:

http://www.youtube.com/watch?v=MoUkZZptdmk
http://www.youtube.com/watch?v=X1c3OZ9PLRo

Os videos não estão muito bons, obviamente, pois são gravações amadoras.

E eu me despesso, como não poderia deixar de ser, ao som de I don't wanna stop do Ozzy.
Até próxima semana.